Assange revela apoyo de USA para concreción del golpe en Brasil

BRASIL | COMUNICACIÓN (Brasilia – MAR.16.ENE / ESPECIAL Por Brasil247) – Julian Assange, fundador del sitio Wikileaks, afirmó tener indicios de la participación del gobierno de los Estados Unidos en lo que llamó “golpe institucional” o “golpe político” contra la presidenta electa Dilma Rousseff, en agosto de 2016.

“La situación actual ha venido siendo construida desde hace mucho tiempo” dijo Assange en entrevista al periodista Fernando Morais; “50% del presupuesto de la NSA es destinado a entender cual es el rumbo que un país, gabinete o presidente está tomando política y financieramente, para que los Estados Unidos puedan reaccionar y conducirlo a un camino específico, incluyendo en la lista de blancos las importantes compañías energéticas”, declaró Assange en referencia al Pre-Sal.

Julian Assange, fundador do site Wikileaks, disse haver indícios da participação do governo dos Estados Unidos no que chamou de “golpe constitucional” ou “golpe político” contra a presidente eleita Dilma Rousseff, em agosto de 2016; “Situação atual está sendo construída há muito tempo”, disse Assange em entrevista ao jornalista Fernando Morais; “50% do orçamento da NSA é destinado a entender qual o rumo que um país, gabinete ou presidente está tomando política e financeiramente, para que os EUA possam reagir e conduzi-lo a um caminho específico, incluindo na lista de alvos as importantes companhias energéticas”, declarou Assange em referência ao pré-sal

La inteceptación de conversaciones telefónicas se sma a las informaciones proporcionadas por políticos brasileros, incluyendo el actual presidente, Michel Temer a la embajada de Estados Unidos sobre la situación política del Brasil.

A interceptação de conversas telefônicas se soma às informações fornecidas por políticos brasileiros, incluindo o atual presidente, Michel Temer, à embaixada dos Estados Unidos sobre a situação política do Brasil.

El portal Wikileaks publicó documentos que revelan que, en 2006, Temer fué personalmente a la embajada de los Estados Unidos a facilitar informaciones y opiniones sobre el Brasil. “Eso muestra un grado de comodidad con la embajada americana que es un poco preocupante. Qué es lo que él tendrá a cambio? El está claramente dando informaciones internas a la embajada de Estados Unidos por alguna razón, probablemente para pedir algún favor a los Estados Unidos, talvéz recibir información a cambio”, opinó Assange.

A Wikileaks publicou documentos que revelam que, em 2006, Temer foi pessoalmente à embaixada dos EUA fornecer informações e opiniões sobre o Brasil. “Isso mostra um grau de conforto com a embaixada americana que é um pouco preocupante. O que ele terá como retorno? Ele está claramente dando informações internas à embaixada dos EUA por alguma razão, provavelmente para pedir algum favor aos EUA, talvez receber informações em troca”, opinou Assange.

El reveló también que la embajada estadounidense consultó a políticos de diversos partidos, del gabinete de Temer e incluso del propio PT, partido de la entonces presidenta Dilma y del ex-presidente Lula.

Ele revelou também que a embaixada estadunidense consultou políticos de diversos partidos, do gabinete de Temer e até mesmo do próprio PT, partido da então presidenta Dilma e do ex-presidente Lula.

Los recursos petrolíferos brasileros siempre estuvieron en la mira de las grandes compañías estadounidenses. Documentos publicados por Wikileaks describen contactos entre políticos brasileros y representantes norte-americanos del sector al respecto de la entrega de las entonces recién descubiertas reservas del Pre-Sal, que tendría a Petrobras como principal beneficiaria en detrimento de las empresas extrangeras. Los políticos defendían la no exclusividad de la Petrobras en las ganancias con la exploración de petróleo, favoreciendo el acceso de empresas como Chevron y la ExxonMobil.

Os recursos petrolíferos brasileiros sempre estiveram na mira das grandes companhias estadunidenses. Documentos publicados pela Wikileaks descrevem contatos entre políticos brasileiros e representantes norte-americanos do setor a respeito da entrega das então recém-descobertas reservas do pré-sal, que teriam a Petrobras como principal beneficiária em detrimento das empresas estrangeiras. Os políticos defendiam a não exclusividade da Petrobras nos ganhos com a exploração do petróleo, favorecendo o acesso de empresas como a Chevron e a ExxonMobil.

“Considerando la intención del Departamento de Estado de USA en maximizar los intereses de la Chevron y de la ExxonMobil, ( el Brasil) está proporcionando a los Estados Unidos inteligencia política interna sobre lo que pasa políticamente en el país y con esa información se pueden realizar maniobras por los intereses de las grandes compañías americanas de petróleo que están necesariamente alineadas con los intereses del Brasil”, afirmó el ciberactivista.

“Considerando a intenção do Departamento de Estado dos EUA em maximizar os interesses da Chevron e da ExxonMobil, [o Brasil] está provendo aos Estados Unidos inteligência política interna sobre o que se passa politicamente no país e com essa informação pode fazer manobras pelo interesse das grandes companhias americanas de petróleo que não está necessariamente alinhado com os interesses do Brasil”, afirmou o ciberativista.

La garantía de 30% de la exploración del Pre-Sal en manos de Petrobas – ley aprobada en 2019, cuyo actual gobierno está intentando ponerle fin- no favorecería a las multinacionales norte-americanas, aunque sí a competidoras, como la estatal China Oil o la rusa Gazprom, que podrían “aportar más recursos al Brasil”, de acuerdo con Assange. “Esa cuestión de la Petrobras es realmente una cuestión sobre qué tipo de estado el Brasil quiere ser. Un estado fuerte o un estado muy débil con grandes empresas extranjeras y multinacional apropiándose de sus recursos naturales?” se cuestionó.

A garantia de 30% da exploração do pré-sal nas mãos da Petrobras – lei aprovada em 2010, cujo atual governo está tentando acabar – não favoreceria as multinacionais norte-americanas, mas sim competidores, como a estatal China Oil ou a russa Gazprom, que poderiam “aportar mais recursos ao Brasil”, de acordo com Assange. “Essa questão da Petrobras é realmente uma questão sobre que tipo de estado o Brasil quer ser. Um estado forte ou um estado muito fraco com grandes empresas estrangeiras e multinacionais tomando conta dos seus recursos naturais?”, questionou.

Aún según el, la Petrobrás es considerada un aliado del PT por los opositores, lo que hace que quisieran reducir el poder de la empresa, favoreciendo a las compañías estadounidenses. “Por tanto, una manera de cambiar favores con los los Estados Unidos y facilitar para la Chevron y para la ExxonMobil el acceso a partes del petroleo”.

Ainda segundo ele, a Petrobras é considerada um aliado do PT pelos opositores, o que faz com que queiram reduzir o poder da empresa, favorecendo as companhias estadunidenses. “Portanto, uma maneira de trocar favores com os Estados Unidos é facilitar para a Chevron e a ExxonMobil o acesso a partes do petróleo.”

Todo este proceso podría quedar aún más claro al observar que la ExxonMobil fue el segundo mayor frecuentador de la Casa Blanca durante todo el mandato de Barack Obama, visitándolo en promedio, una vez por semana, según Assange. Su CEO, Rex Tillerson, fue nombrado como nuevo secretario de Estado por Donald Trump. Además de eso, cuando era secretaria de Estado, la ex candidata a la presidencia Hillary Clinton tuvo como una de sus principales funciones “presionar a favor de los intereses de las empresas de petroleo”.

Todo esse processo poderia ficar ainda mais claro ao se observar que a Exxon foi o segundo maior frequentador da Casa Branca durante todo o mandato de Barack Obama, visitando-o, em média, uma vez por semana, segundo Assange. Seu CEO, Rex Tillerson, foi nomeado o novo secretário de Estado por Donald Trump. Além disso, quando era secretária de Estado, a ex-candidata à presidência Hillary Clinton teve como uma de suas principais funções “pressionar a favor dos interesses das empresas de petróleo”.

“Lo que podemos ver en los mensajes (filtrados por Wikileaks) es que el Departamento de Estado está constantemente enfocado en intentar conseguir buenos acuerdos e intentar manipular en nombre de Chevron y de ExxonMobil”, destacó el activista digital.

“O que podemos ver nas mensagens [vazadas pela Wikileaks] é que o Departamento de Estado está constantemente focado em tentar conseguir bons acordos e tentar manipular em nome da Chevron e da Exxon”, destacou o ativista digital.

Para poder implementar con éxito esos planes, fueron fundamentales las campañas en los medios de comunicación utilizando “robots” en las redes sociales que difundieran masivamente rumores y convocaran a la población para que fuera a las calles a favor del impeachment. Assange cree que eso fue financiado por el capital estadounidense.

Para poder implementar com sucesso esses planos, foram fundamentais as campanhas nos meios de comunicação utilizando “robôs” nas redes sociais que difundiram massivamente boatos e convocaram a população para ir às ruas a favor do impeachment. Assange acredita que isso foi financiado por capital estadunidense.

“Esas cosas no suceden en América Latina sin el apoyo de los Estados Unidos, financiera y logísticamente, por medio de Inteligencia”, dijo.

“Essas coisas não acontecem na América Latina sem apoio dos EUA, financeira e logisticamente, por meio de Inteligência”, disse.

“El Brasil es un país que atrae mucho interés. Si se mira para la cantidad de espionaje en los diferentes países de América Latina, es el país más espionado por los Estados Unidos”, reveló. Explicó además que el motivo es simplemente por ser Brasil “más importante económicamente”.

“O Brasil é um país que atrai muito interesse. Se você olhar para a quantidade de espionagem em diferentes países da América Latina, é o país mais espionado pelos EUA”, revelou. Explicou ainda que o motivo é simplesmente o Brasil ser “mais importante economicamente”.

Aporte comunicacional:
Prensa Brasil247
Brasil
Traducción: Víctor M Rodríguez | @inito70

Título original: Assange: Golpe no Brasil foi construído “há muito tempo”, com apoio dos EUA

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